sexta-feira, 19 de outubro de 2018

Tudo o que precisa de saber sobre o tema decoração de interiores


Decoração de interiores… Todos nós temos algumas noções deste tipo de trabalhos, afinal já todos comprámos uma ou outra peça para embelezar a nossa casa. Mas quantos de nós já tornou a decoração de sua casa num processo metódico, estruturado e deliberado, com um objectivo e um conceito definido? 
Na realidade a decoração é para muitos uma sequência de eventos quase aleatórios, que se vai construindo ao longo dos anos e que muitas vezes culmina em casas demasiado confusas e nada práticas. E embora todos possamos ser decoradores em casa própria isso não significa que o fruto do nosso trabalho (ou da falta dele) seja bom!
A contratação de decoradores profissionais pode ser a solução mas prática e evidente, mas até para isso é importante ter informação de qualidade para escolher em consciência.
O que é decoração de interiores? Quem contratar e como posso escolher? Quanto custa uma decoração profissional?
Descubra as respostas a estas e outras questões neste pequeno artigo da homify e consiga a casa com a decoração dos seus sonhos. Não perca!

O que é?

A definição de decoração é vasta, controversa e subjetiva, porque cada pessoa tem a sua própria percepção de beleza e estética.
O dicionário Infopedia define decoração como ’ o ato ou efeito de decorar ou ornamentar ou como a atividade que consiste em organizar um espaço combinando os diversos elementos de forma harmoniosa e/ou funcional, de acordo com o fim a que o espaço se destina’. (fonte https://www.infopedia.pt)
Numa descrição mais vasta podemos considerar que a decoração é o processo pelo qual se acrescentam, se mudam ou se melhoram os elementos de um espaço para que este fique mais bonito, mas agradável, mais organizado. Normalmente o conceito de decoração refere-se a uma intervenção superficial com o fim de otimizar um determinado espaço e obter mais equilíbrio e beleza.
A decoração de interiores refere-se à aplicação da decoração nos espaços interiores de uma construção, seja habitacional, profissional ou comercial. Também se pode falar de decoração de exteriores quando se trata de aplicar o processo decorativo a espaços de jardim, terraços, etc.

Posso fazer sozinho?


Sim pode fazer um boa decoração sozinho. É preciso empenho e muito (por vezes mesmo muito) tempo, uma boa percepção espacial e estética e um intuição apurada para percepcionar formas, cores e texturas, mas é possível.
No entanto, em espaços mais complexos, com elementos construtivos diferentes ou configurações pouco usuais o processo complica-se. E não podemos deixar de referir a complexidade de projetos comerciais, onde a decoração vai desempenhar um papel fundamental na criação do conceito e da imagem da empresa. 
Contratar um especialista em decoração tem sempre vantagens, como verá a seguir.

Os profissionais e as vantagens de os contratar

Os profissionais que fazem projetos de decoração são os decoradores, os designers de interiores e por vezes os arquitetos, num conceito mais lato de arquitetura e estética que abrange todos os aspectos da concepção de uma casa.
Contratar um profissional pode ter mais vantagens do que poderia imaginar:
- Poupança – Começamos precisamente pela maior, mas também pela mais contestada vantagem de um decorador, a poupança. Mas não há nada de estranho neste conceito… Contratar os serviços de um decorador vai poupar o seu tempo, o que é especialmente importante para quem não tem muito. Vai poupar-lhe chatices e dores de cabeça, podendo afastar-se do trabalho de instalação, de compra e até de escolha, se for esse o seu desejo. E vai poupar-lhe efetivamente dinheiro, uma vez que estes profissionais normalmente conhecem bem os locais onde podem comprar os elementos pretendidos e conseguem preços melhores, além de diminuírem a quantidade de erros cometidos, o que acaba por também poupar em repetições.
- Abordagem profissional – os decoradores e designers de interiores têm conhecimentos sólidos na área da estética e do design, fazendo uma abordagem sistematizada das necessidades e potencialidades do seu espaço;
- Controlo orçamental – este ponto inclui-se na parte da poupança, mas queremos dar-lhe mais destaque. Ao estabelecer um teto orçamental ao profissional ele vai reger-se pelo orçamento que lhe apresentar, evitando a todo o custo derrapagens, o que sendo nós a fazer não acontece. Quem nunca se deixou seduzir por um candeeiro lindíssimo que depois ficou mesmo mal do espaço a que se destinava?
- Rapidez – construir um cenário para a sua casa, com uma imagem sólida e coerente não é muito fácil e pode levar bastante tempo, gasto em tentativas e erros, que um profissional suprime, tornando o processo muito mais rápido.

O método de trabalho

A forma de executar o serviço depende de profissional para profissional, mas normalmente decorre assim:
- Após o primeiro contato, o profissional vai agendar uma reunião e uma eventual visita ao espaço. Nestes contatos vai tomar o pulso aos seus desejos, necessidades e gostos, para poder apresentar um projeto à sua medida, dentro dos limites estabelecidos. Depois destes contatos e da contratação o profissional vai apresentar-lhe um projeto, normalmente bem detalhado e um orçamento discriminado.

Os meios

Os decoradores e designer de interiores normalmente socorrem-se do desenho manual e das imagens tridimensionais geradas por computador para lhe apresentar os projetos elaborados. Assim podem apresentar-lhe diversas propostas para que você possa escolher aquela que mais lhe agrada, pedir alterações ou sugerir elementos.
Na fase da execução do projeto os profissionais recorrem a lojas de decoração, muitas vezes próprias, a designers externos, a artesãos e à seu próprio trabalho de concepção de elementos decorativos diferenciadores.

Quem contratar?

Nós não podemos apontar-lhe um único profissional. Cada gabinete tem o seu estilo, os seus meios, os seus fornecedores e a sua experiência no mercado, pelo que vai ver trabalhos muito diferentes na mesma área e em espaços semelhantes.
O nosso conselho é que pesquise muito! Procure referências, investigue portfólios e sempre que puder indague graus de satisfação. Para isso pode recorrer a publicações na área da decoração, aos milhares de páginas de decoração na Internet e ao contato pessoal com profissionais e clientes.
Na homify encontra um grande número de profissionais de decoração, com imagens de trabalhos exemplificativos e todos os contatos necessários, podendo mesmo iniciar o processo e pedir orçamentos a partir dali. Não deixe de explorar todas as nossas potencialidades!

Tenho de comprar tudo novo?

Não, nem pensar! A não ser que seja esse o seu desejo, claro! 
Os decoradores profissionais podem e devem trabalhar com os elementos preexistentes e com aqueles que o cliente quer que a decoração incorpore, para criar um projeto o mais personalizado possível. Isso significa que pode indicar aquele sofá da sua avó para ficar, e o decorador tratará de trabalhar para que este fique bem harmonizado com os restantes elementos. Se for preciso reabilitar ou renovar o decorador profissional deve ter contactos para o ajudar a fazê-lo, e até há gabinetes de decoração pluridisciplinares, com profissionais que o sabem fazer.

Quanto custa?

Este é um ponto delicado, porque o preço dos trabalhos de decoração variam com muitos fatores, e podem diferir mesmo muito para o mesmo espaço!
Em primeiro lugar é preciso ter em conta o estilo pretendido. Há estilos naturalmente mais caros do que outros, sendo que o estilo clássico pode ser substancialmente mais caro devido ao preço dos seus elementos, que costumam exigir mais trabalho e materiais mais caros, como a madeira natural, o couro ou o linho.
Depois é preciso contar com a exclusividade dos elementos e a personalização. Móveis de melhor qualidade e com melhores acabamentos serão necessariamente mais caros, e os móveis feitos à medida também, embora as suas vantagens sejam indiscutíveis.
A dimensão do projeto também vai influenciar de forma substancial o preço final.
Também deve contar com o preço dos serviços do próprio decorador, que vai ser incluído no orçamento apresentado.
Ainda há outras varáveis que fazem oscilar os preços dos projetos de decoração, e a melhor forma de estimar os custos é mesmo contatando os profissionais para orçamento.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Tudo o que precisa de saber sobre as portas de correr


Práticas e decorativas, as portas de correr permitem separar o espaço, ao mesmo tempo que o otimiza. Além disso, as portas de correr podem criar novos espaços e armazenar ou isolar paredes.
Mas perante a ampla gama de portas que pode encontrar no comércio, como ter a certeza do que escolhe? Quais são os diferentes tipos de portas de correr interiores, quais são as suas vantagens e as suas particularidades? 
Para responder às suas questões, a homify decidiu reunir toda a informação num só artigo. Sem mais demoras, venha connosco. 
Já sabe a homify tem sempre uma porta aberta para si…

A escolha do material

A porta de correr, seja de parede ou de tijolo, é um elemento decorativo por si só. Por isso, pense antes de mais se quer uma porta de estilo mais discreto ou se prefere integrá-la na sua decoração, ou mesmo torná-lo monumental! Um dos fatores que define o estilo é o material da própria porta. 
Mas afinal como escolher o material?  
Ora bem, o material dependerá do seu orçamento, mas especialmente do aspeto estético e da decoração que deseja colocar em prática. Existem portas de correr em vidro, em madeira, em alumínio ou em PVC… No mercado, tudo existe! 
1.A madeira dará uma aparência quente e é duradouro (resistente). Existem versões com revestimentos laminados de imitação de madeira que proporcionam um certo calor, superando as desvantagens da madeira (mais caras e exigindo mais manutenção). Vários acabamentos são possíveis, mate ou brilhante.  

2.O alumínio é pouco usado em interiores. É leve e requer pouca manutenção, mas também é mais fria e mais fina, deixará passar o ruído e reterá menos calor.  Para deixar a luz entrar ou ampliar uma sala, prefira o vidro ou o espelho. Transparente ou fosco, defumado, colorido, estampados ou serigrafia, os modelos são numerosos. 

1.O vidro, no entanto, exigirá um pouco mais de manutenção e os modelos são frequentemente mais caros que a madeira. 

2.As portas de correr em PVC são uma opção barata e não requer grande manutenção. São, geralmente, usados para portas de garagem. São resistentes a choques e apresentam uma longevidade média. 
E se entre tudo isso não encontrar a sua felicidade, pode sempre procurar formas especiais (curvas, meias-paredes, etc.) ou modelos mais originais. Com armazenamento secreto, combinação de diversos materiais, serigrafia personalizada… tudo é possível!

Quais são as vantagens e desvantagens das portas de correr?

Enumeramos algumas vantagens e desvantagens das portas de correr:

1.A porta de correr permite economizar espaço. Em espaços pequenos, essa é uma solução que a homify recomenda porque consegue aproveitar melhor o espaço. Mas atenção porque esta solução não serve para todas as aberturas ou interiores. Deve haver espaço suficiente lateralmente (já que o movimento de abertura é ao longo da parede), pois o caminho da porta não deve ser impedido por nenhuma parede ou outro elemento. A porta não deve, por exemplo, obstruir outra abertura. Esta porta destina-se a libertar espaço e a assegurar o fluxo do tráfego, não para o complicar!

2.As portas de correr também são uma solução prática para pessoas com mobilidade reduzida.

3.É frequentemente criticado pelo seu baixo isolamento acústico: na verdade, a porta de correr isola geralmente menos do que uma porta convencional. No entanto, basta escolher produtos de qualidade (e existem modelos hoje que podem resolver facilmente esse problema). Por exemplo, apostar em peças de grande qualidade ou recorrer a soluções técnicas simples (painéis isolantes ou juntas periféricas simples).

4.O preço não é tanto uma desvantagem, uma vez que hoje existem muitos modelos de portas de correr a preços muito acessíveis em várias lojas de bricolage, como no AKI, MAXMAT, LEROY MERLIN, entre outras marcas.

Que tipo de porta de correr escolher?

Uma porta funciona com vários fixadores. Desliza por meio de trilhos que podem ser fixados ao solo ou suspensos e podem ser aplicados ou fixados na parede.
Os diferentes trilhos:

1.Os trilhos no chão: é o sistema mais barato. Ideal para armários. A porta funciona movendo-se sobre trilhos fixados ao solo. Atenção, isso deve ser evitado se não planeia usá-lo como uma porta de armário, pois isso pode incomodá-lo ao chão. 

2.Trilhos suspensos: Ao contrário de portas de correr em trilhos de chão, os trilhos são fixados ao teto (ou parede). Portanto, o solo não está danificado e os trilhos suspensos podem suportar cargas maiores. 

As diferentes montagens de portas de correr:

1.A porta montada na parede: é a mais comum. É também a opção mais fácil de instalar. Esta porta de correr permanece visível e desliza ao longo da parede. O seu trilho permanece aparente ou esconde-se atrás de um revestimento. Tem como vantagem de ser acessível para pequenos orçamentos e de ser fácil de instação. A abertura é total. Quanto às suas desvantagens, a porta é montada na superfície e ocupa espaço contra a parede na posição aberta. Portanto, é necessário pensar em interruptores, pinturas ou móveis ao longo da parede onde será colocada. Essas portas também podem desempenhar o papel de divisões removíveis, multiplicando as folhas. Os trilhos são então colocados no teto ou na parede. 

2.Porta de correr embutida: encaixa na parede. As folhas desaparecem na espessura da parede. Esta solução é adequada para novas construções ou no caso de obras de renovação. Tem como vantagens de poupar espaço e não interfere com o elemento de decoração ou mobiliário. O seu preço mais elevado pode ser considerado uma desvantagem, além de uma complexa instalação, que requer mais trabalho e alguma precisão.

Que cuidados deve ter?

Tenha cuidado porque as portas são feitas para durar:
preste atenção à qualidade do trilho que deve suportar o peso do painel escolhido e a qualidade dos rodízios (sem os rolamentos de esferas podem desgastar-se mais rapidamente).
1.Considere o uso que espera para a sua porta de correr. 
2.Se tiver filhos, pense em amortecedores de velocidade para a porta não bater bruscamente e ninguém se magoar! 
3.Se a sua porta de correr for de um tamanho ou peso elevado, pode equipá-la com um motor ou uma automatização, o que é conveniente para pessoas com mobilidade reduzida (mas requer a instalação do sistema por um profissional). 

Quanto custa uma porta de correr?
A porta de correr não é um investimento muito dispendioso e pode ser uma excelente alternativa para fechar uma divisão pequena, poupando muitos metros quadrados, já que consegue aproveitar os dois lados do espaço. 
Por exemplo e como estimativa, uma estrutura para uma porta de uma folha custa cerca de 350 euros, ao qual deve ser adicionado o preço da porta, que varia mediante do material escolhido (100 euros para uma porta de madeira simples a cerca de 800 euros para um modelo em vidro.
 
 
 

sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Cozinhas modernas: as tendências de 2018


A cozinha moderna não é sinónimo de frieza e de simplicidade. Uma cozinha moderna não tem necessariamente de ser uma cozinha minimalista ou com um excelente design. No fundo, uma cozinha moderna é baseada na autenticidade…
Mas como é a cozinha moderna de 2018?
Aberta ou não? Branca, escura ou de madeira? E os eletrodomésticos que papel desempenham? 
Há muitas questões que se alteram ao longo do tempo, por questões de moda, mas também para melhorar o desempenho do espaço e consequentemente das nossas vidas. E como sabemos a cozinha tem um papel fundamental no nosso dia-a-dia, por isso, é mais que importante torná-la cada vez mais prática e funcional, mais bonita e atrativa, mais confortável e ergonómica. 
No artigo de hoje, reunimos algumas das tendências de 2018 para tornar a sua cozinha mais moderna do que nunca. Se quiser descobrir as nossas dicas é só manter-se connosco.
Vamos lá!

​Que cores na cozinha em 2018?

O branco permanece a cor atemporal de um ponto de vista frontal, mas quebra-se o lado clínico, com uma bancada escura ou em mármore, por exemplo. Também pode misturar as partes frontais com cores diferentes, para um estilo mais contemporâneo e criativo.
O cinza claro está ao mesmo nível da cor branca em termos de desempenho, enquanto a cor preta tem surpreendido pela positiva, tem estado na lista das tendências. Esta cor escura combina perfeitamente com revestimentos em micro-cimento ou madeira, por exemplo. 
Os tons pastel (azul, verde água… ) também estão presentes nas cozinhas modernas de 2018. Quanto à textura o acabamento brilhante continua a predominar, mas os tons mate estão a ter um grande boom no mercado. As novas texturas mate com efeito sedoso, macias ao toque e muito estéticas.

​Que decoração da cozinha em 2018?

Na cozinha, a tendência é purificar os puxadores da frente dos móveis. Escolhem-se cada vez menos imponentes. Os puxadores são integrados nos móveis ou por cima das portas, não quebra a unidade das portas ou das gavetas. 
Dentro da mesma linha de ideias, os móveis muito altos são menos populares, misturam-se móveis baixos e colunas (uma ou duas no máximo). 
Já lá vão os dias em que tudo estava escondido dentro dos móveis ou das vitrinas. Assim, nesta tendência combinam-se  nichos ou prateleiras abertas, no fundo quer-se mais autenticidade na cozinha. Os belos pratos feitos à mão ou frascos de especiarias dispõem-se nos nichos ou nas vitrines.
Tal como se faz nos países anglo-saxônicos, aposta-se em criar um canto decorativo na sua cozinha com uma bela peça de mobília de família. Nesse móvel coloca-se uma bela louça e cria-se ao lado um espaço elegante de relaxe. 

Que estilos na cozinha em 2018?

Em 2018, aposta-se ano numa cozinha  'natural', tal como mobiliário revestido a madeira clara. Mantemo-nos nos detalhes contemporâneos, mas com um tratamento mais familiar, proporcionando aquele sentimento comfy e acolhedor. Para conservar este aspeto moderno, a maioria das portas são lisas, muitas sem puxadores, mas o layout muda: pretende-se um espaço familiar, perfeito para uma refeição todos juntos, em família.
Nos últimos anos, tem-se desenvolvido tipos de painéis derivados de madeira, que imita a madeira perfeitamente mesmo ao toque, mas tem a vantagem de ser muito mais em conta do que a madeira maciça, ideal para cozinhas acessíveis a todos.

O efeito betão também funciona muito bem nas cozinhas modernas. Por fim, um toque de metal oxidado, bronze, cobre, uma cor escura, e a cozinha apresenta-se numa aparência sempre tendência. Mais do que nunca, os materiais misturam-se para quebrar os códigos: este ano, os fornecedores apostaram também na ardósia, um material natural que dá um lado autêntico à cozinha ou o efeito de ardósia para uma cozinha semi-industrial, misturado com uma bancada em aço inoxidável ou um toque de madeira.

​Cozinha aberta ou fechada em 2018?

A cozinha em forma de L continua a ser a mais comum, porque é a mais funcional, em seguida vem a cozinha em forma de U. Porém, a cozinha aberta continua a seduzir, mas na verdade, nem sempre é fácil implementar este projeto numa renovação, muitas vezes, o trabalho é caro, se não é planeado logo de início. Quando se investe em média 8000€  numa cozinha, não se tem necessariamente vontade de pagar mais 10 mil euros de trabalho para abrir a cozinha, mesmo que a cozinha aberta seja altamente atraente, com uma bela ilha, uma bela área ou exaustor ultra moderno. 
A tendência em 2018 é de manter esta divisão resguardada, embora haja muitos fãs da cozinha aberta ainda. Uma das grandes opções é de separar a cozinha e a sala através de uma barra tipo cozinha americana ou uma ilha central. Saiba que a cozinha deve ter pelo menos 15 m2, para instalar uma ilha, para que tenha espaço para circulação. 
Se tiver uma cozinha separada e de grande dimensão, não hesite em colocar uma mesa bem grande para receber toda a família. 

Que bancadas e planos de trabalho em 2018?

Em 2018 não há mais bancadas muito grossas, simples e delicado estão na ordem do dia. Se a espessura padrão é de cerca de 4 cm, já é possível comprar uma bancada com uma espessura de 2 cm ou até mais fino. 

Além disso, na cozinha há novas propostas de materiais, mais compactos, ultra-comprimidos, com cerca de 1 cm de espessura. São bastante estéticos, à prova d'água e mais baratos do que as bancadas de resina, por exemplo. Por outro lado, o mármore tem também sido uma opção bastante escolhida para revestir o plano de trabalho das cozinhas modernas. 
Curiosamente, este revestimento de bancada é sempre um detalhe privilegiado por parte dos consumidores. Se por um lado, procuram preços mais baixos para a mobília, por outro, querem bancadas de qualidade e resistentes. Neste sentido, materiais naturais, como o quartzo ou o granito fazem parte da lista dos preferidos. 

Que organização na cozinha em 2018?

Arrumar mais, arrumar melhor. 
Todos os designers de cozinha tentam otimizar cada vez mais o espaço de arrumação das cozinhas, melhorando ao máximo o volume interior dos móveis. O mobiliário padrão oscila entre 71 e 72 mas para oferecer mais capacidade de armazenamento ao consumidor, os profissionais tentam aumentar a altura, de modo a oferecer um maior volume de arrumação. 
Rodapés mais baixos (reduzidos a metade), menos espaço de canalização, uma superfície de trabalho mais fina, também favorecem essa tendência de otimização do espaço de móveis na cozinha.

Que eletrodomésticos de cozinha em 2018?

Em 2018, procura-se tecnologia de ponta, que facilita a nossa vida e que nos faz perder menos tempo.

Aparelhos automáticos, que funcionam à distância, graças a aplicações no telemóvel estão na ordem do dia. Quanto mais automáticos forem os aparelhos, mais high-tech é a cozinha de 2018. 
Mas além de ser prático, também se torna muito mais seguro para toda a família. 
Uma das desvantagens são ainda os preços, mas rapidamente os preços caem e os eletrodomésticos tornam-se mais acessíveis ao consumidor. 
Finalmente, o mercado de exaustores também está a mudar: o primeiro critério para comprar um exaustor continua a ser o seu lado estético, mas até agora não era fácil conciliar o excelente poder de sucção e o design. Mas com a evolução da tecnologia e do design de produto, esta peça é cada vez mais atrativa, com mais design e com um excelente desempenho, contra fumos, odores e vapores. 

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Os materiais mais indicados para revestimentos de cozinha


Escolher os materiais para revestir a cozinha é uma decisão importante. Para além do aspecto estético, é essencial que os materiais sejam resistentes, práticos e, se possível, com uma boa relação qualidade-preço. Quando se constrói ou remodela uma casa, deve-se prever uma boa parte do orçamento para a cozinha, a divisão que sai mais cara por tudo o que inclui: armários, revestimentos, electrodomésticos, instalação eléctrica e hidráulica, entre outras coisas. Se puder, invista bem na cozinha para que esta se conserve em bom estado e não tenha, a curto-prazo, que estar a fazer alterações. 

Há uma panóplia de materiais disponíveis para revestir a cozinha, pelo que, não obstante o nosso artigo, deve sempre aconselhar-se junto de um designer de cozinhas. Cada material tem as suas vantagens e desvantagens que devem ser ponderadas aquando da escolha. Entre os materiais mais populares estão o granito, o mármore, o azulejo cerâmico ou a madeira. Mas há mais, tanto para os balcões como para as paredes.

Hoje, fizemos-lhe uma lista de oito. Veja quais são!

​1. Granito
Não podíamos iniciar o nosso artigo de outra forma. O granito é, sem sombra de dúvida, um dos materiais mais populares para revestir a cozinha, aparecendo, designadamente, nas bancadas. Entre os tipos de granito existentes no mercado, destacaríamos o granito em laje, o granito em mosaico e o granito modular. O granito em laje é fabricado e personalizado em fábrica, sendo, posteriormente, instalado no espaço desejado. Por ser pesado, requer instalação profissional. O granito em mosaico é mais barato, embora também de alta qualidade. Porém, como a textura é menos uniforme, é mais difícil limpá-lo, o que o compromete em termos de manutenção. O granito modular, como o próprio nome sugere, é produzido em módulos. Desta forma, a bancada de cozinha é feita a partir de peças pré-cortadas. O preço é intermédio.
Entre as principais vantagens está a estética apurada e a transversalidade no que toca ao estilo. Além do mais, é resistente à água, ao fogo e calor, a arranhões, a manchas e a todos os outros agentes de desgaste normais numa cozinha. É, ainda, um material muito fácil de limpar. O preço é relativo. Há pedras mais caras do que outras, mas como, hoje em dia, é distribuído largamente, estamos certos de quem encontrará opções acessíveis.
E as desvantagens? Quais são? Ora, por muito resistente que seja, o granito deve ser selado periodicamente para não manchar. Na maior parte dos casos, não dispensa instalação profissional. Deve, igualmente, ter cuidado com a limpeza. Evite produtos químicos demasiado abrasivos. Por fim, mas não menos importante, como se trata de um material pesado, pode ser necessária uma estrutura de suporte adicional.

​2. Mármore

O mármore é uma pedra natural também muito requisitada para a cozinha. Pode ser usada na bancada, nas paredes e até nas superfícies de uma ilha central. Trata-se de um material que empresta luxo a qualquer espaço onde se insira, ainda que tenhamos que reconhecer as suas limitações num ambiente de alto uso como a cozinha. Afinal de contas, é poroso pelo que deve ser cuidadosa e repetidamente selado quando usado para revestir as bancadas. Tal como o granito, o mármore também pode ser adquirido em laje, em mosaico ou em peças modulares. O mármore em laje é, no entanto, a melhor escolha.
O aspecto belo e único do mármore está entre uma das principais vantagens. As veias que o percorrem não se repetem, pelo que cada peça é única. Ao mesmo tempo, e como já mencionado, é um material poroso que deve ser selado. No mais, risca com relativa facilidade e é, por norma, caro, apesar de o preço variar (quanto mais branco for o mármore, mais custoso será).
Se, ainda assim, não abre mão de incluir este material na cozinha, então, em vez de o usar nas bancadas, use nas superfícies menos sujeitas a agressões como as paredes ou as laterais de uma ilha ou península.

​3. Madeira

A madeira jamais deixará de ser um material popular na construção e decoração de uma casa. Encontramo-la no exterior, no interior, no mobiliário e até nas peças de decoração. Na cozinha, como não podia deixar de ser, é usada amiúde, sobretudo agora que o estilo nórdico é tendência. A madeira oferece uma enorme sensação de conforto a qualquer que seja o espaço, para além de se adequar a diferentes estilos, do rústico ao moderno.
É, acima de tudo, um material amigo do ambiente (pode usar madeira reciclada e pode ser reciclada um dia mais tarde). Além disso, existem tantos tipos de madeira que não é difícil encontrar um que se encaixe no seu espaço, orçamento e gosto pessoal. À semelhança do mármore, a madeira também tem as suas próprias características com veios e nós a atravessá-la, o que significa que cada superfície é única.
Por outro lado, a madeira deve ser sempre tratada com óleos que a protejam da água e de outros agentes que a possam danificar. Se a água ficar demasiado tempo sobre o balcão, a madeira absorve-a a escurece. Os óleos, para além do mais, também lhe dão um aspecto brilhante e bonito já que a madeira pode perder cor, sobretudo se estiver exposta ao sol. É, também, facilmente sujeita a riscos e arranhões. Use sempre tábuas para cortar os seus alimentos.

​4. Aço inoxidável

Sabe as cozinhas dos restaurantes onde o aço inoxidável é o material protagonista? Ora, temos-lhe a dizer que este material já não é apanágio destas cozinhas, podendo, hoje em dia, ser encontrado em muitas cozinhas caseiras. É, por norma, pré-fabricado para que seja possível determinar as medidas. Depois, é instalado por profissionais especializados.
E por que é que o aço inoxidável é o material de eleição nestas cozinhas? Acima de tudo, porque é extremamente durável, resistente a germes e muito sanitário. Tudo o que se quer numa cozinha, certo? É certo que o aço inoxidável tem um aspecto frio, mas isto não significa que a sua cozinha se torne desconfortável: tudo depende da forma como conjugar os materiais.
O preço é a principal desvantagem. O aço inoxidável é uma opção cara para a bancada (até mesmo proibitiva para muitas famílias). Requer mão de obra especializada que pode ser difícil de encontrar. Porém, é uma excelente escolha para uma cozinha de topo.

​5. Azulejo cerâmico

A cerâmica é sempre bem-vinda numa cozinha. Não aparece tanto nas bancadas, mas sim nas paredes, sobretudo na parede backsplash (a que está entre os armários inferiores e superiores). As telhas cerâmicas aderem a uma base de argamassa fina. Como os azulejos formam juntas, não são indicados para as bancadas sob pena de a manutenção se tornar complicada.
O azulejo cerâmico é uma escolha acessível e de instalação relativamente fácil. Existem peças de cerâmica de todas as formas, cores e estilos, pelo que será fácil encontrar os azulejos ideais para sua cozinha. Para além disso, há peças de cerâmica a imitar o acabamento de materiais como a madeira ou a pedra.
No que às desvantagens concerne, sublinhamos a dificuldade em limpar as juntas e a possibilidade de uma das peças se partir ou rachar sem que seja possível reparar. O mais normal é ter mesmo que se substituir.
Os revestimentos de cerâmica mais em voga actualmente são o mosaico hidráulico e o azulejo tipo parede de metro. Saiba mais sobre eles abaixo. 

​5.1. Mosaico hidráulico

Com as suas cores e padrões, o mosaico hidráulico faz a diferença numa cozinha. Pode aplica-lo no chão ou na sua parede backsplash para dar um novo élan ao espaço. Os mais arrojados podem apostar em cores alegres e os mais discretos optar por padrões bonitos pintados em tons sóbrios. Há-os para todos os gostos. O mosaico hidráulico é fabricado em cimento pigmentado num molde trabalhado com uma prensa hidráulica. Nos anos ’70, foram muito populares. Agora regressaram e parecem estar para ficar!

5.2. Azulejo tipo parede de metro

Têm este nome porque ficaram conhecidos por revestir as paredes do metro nova iorquino no decorrer do século XX. São azulejos rectangulares que podem ser aplicados na horizontal, na diagonal e na vertical. Os originais são brancos, mas, hoje em dia há noutros tons, com relevo e em dimensões distintas.

​6. Pedra-sabão

Não tão popular como o mármore ou o granito, a pedra-sabão é usada como revestimento na cozinha há muitos anos. É, usualmente, encontrada em tons de cinza ou branco e, em termos de dureza, está algures entre o granito e o mármore, sendo menos porosa do que este último. Trata-se de um material bonito que complementa, facilmente, outros materiais sem os ofuscar. Encontramo-la, essencialmente, em tons de cinza e branco.
A pedra-sabão (também conhecida como pedra de talco ou esteatito) proporciona aos espaços uma sensação de aconchego devido à grande quantidade de talco existente na sua composição. Adequa-se especialmente a cozinhas rústicas ou onde se pretenda criar uma atmosfera à moda antiga e é uma escolha que sobressai pela originalidade.
É, no entanto, uma pedra cara - mais do que o granito – que deve ser selada periodicamente. Em termos de cor, está limitada aos cinzas e brancos.

​7. Cimento

Não era a escolha mais usual até há pouco tempo. Hoje em dia, está na moda e encaixa-se especialmente em espaços modernos, minimalistas ou de laivos industriais – embora não seja apanágio destes estilos. É, normalmente, fabricado e aplicado in loco por um especialista. Depois, pode ser personalizado em termos de cor ou textura e apresentar uma superfície brilhante ou mate. 
Uma coisa é certa: o cimento aparente numa cozinha será sempre um material de encher o olho. A isto junta-se o facto de poder ser moldado de forma a adaptar-se a todos os tamanhos. Por contra, é um material pesado que deve ser manuseado e instalado por quem sabe. Tal como outros materiais de que já aqui lhe falámos, também deve ser selado para não estar sujeito a infiltrações.

​8. Ardósia

Terminamos com a ardósia, muito utilizada para revestir as bancadas. A ardósia é extraída da natureza, cortada no formato pretendido e instalada. É um material com bastante qualidade, não muito poroso e muito resistente a manchas. Tem uma cor bonita, que percorre o cinza escuro e o preto, embora também exista com reflexos em verde ou rosa. A ardósia é durável e, regra geral, mais barata do que o mármore, o granito ou a pedra sabão. A textura mate e arenosa pode não se adequar a todas as cozinhas. Mesmo assim, é uma excelente escolha com poucas desvantagens.